Importação sem surpresas: como um ERP integrado calcula o custo total e evita erros no preço

Importação não deveria ser um jogo de adivinhar. Ainda assim, muitas empresas só descobrem se um produto foi realmente lucrativo depois que ele já foi vendido, e o problema raramente está na negociação com o fornecedor. 

Ele costuma aparecer no meio do caminho, em custos que não foram previstos, mal distribuídos ou simplesmente ignorados.

O ERP integrado entra aqui como peça-chave para transformar esse cálculo em algo previsível e confiável. Isso, porque quando o cálculo do custo total de importação é feito com dados incompletos ou desconectados, o preço final nasce errado. E corrigir isso depois quase sempre significa margem menor ou prejuízo.

Neste artigo, vamos mostrar onde os custos se escondem na importação, como o cálculo correto funciona na prática e por que um ERP bem estruturado é essencial para evitar erros de preço na importadora e trazer previsibilidade ao negócio. Acompanhe!

Onde o preço morre na importação: os custos que passam despercebidos

Um dos erros mais comuns na importação é tratar o preço de compra como o principal fator de decisão. Na prática, ele é apenas o ponto de partida: o custo real de um produto importado é formado por uma cadeia de despesas que se acumulam ao longo da operação.

Tributos, taxas aduaneiras, custos logísticos além do frete internacional, armazenagem, demurrage, honorários de despachante e variações cambiais entram na conta aos poucos. Quando esses valores não são mapeados desde o início, o impacto aparece só no fim, geralmente quando a margem já foi comprometida.

Outro problema frequente é a falta de visão integrada. Cada área enxerga uma parte do processo, mas ninguém enxerga o todo. O resultado é um preço calculado com base em estimativas, não em dados reais. É exatamente aí que o preço “morre” na importação.

Cálculo do custo total de importação: por que o landed cost precisa ser preciso

Falar em cálculo do custo total de importação é falar de landed cost. Em termos simples, ele representa tudo o que foi gasto para que o produto esteja pronto para venda. Não se trata de uma fórmula teórica, mas de uma conta prática que precisa refletir a realidade da operação.

Esse cálculo começa na Declaração de Importação, a DI, que consolida valores, impostos e informações logísticas. Dentro dela, as adições ganham um papel fundamental, especialmente quando uma mesma importação envolve produtos com características muito diferentes.

É nesse ponto que entram os rateios. Custos compartilhados, como frete, seguro e despesas portuárias, precisam ser distribuídos entre os itens. O critério aqui faz toda a diferença. Ratear tudo apenas pelo valor da mercadoria pode distorcer completamente o custo de produtos mais pesados ou volumosos. O mesmo vale para ignorar peso ou volume quando eles são os principais fatores de custo.

Sem um ERP integrado que permita diferentes critérios de rateio, o landed cost vira um número aproximado. E preço baseado em aproximação quase nunca se sustenta no longo prazo.

ERP integrado na prática: controle antes, durante e depois da importação

Um ERP integrado muda a lógica da gestão da importação porque conecta processos que, normalmente, ficam separados. Um bom exemplo disso é o controle de estoque em trânsito. Enquanto a mercadoria está a caminho, ela já representa custo, risco cambial e capital imobilizado. Por isso, ignorar essa fase cria um vazio perigoso na análise financeira.

A variação cambial é outro ponto crítico. Importações raramente acontecem com um único câmbio do início ao fim. Quando o sistema não registra essas diferenças corretamente, elas acabam diluídas em ajustes genéricos, dificultando qualquer análise real de custo.

Além disso, a apropriação de custos precisa acontecer no momento certo e nos produtos certos. Quando esse processo depende de lançamentos manuais ou controles paralelos, o risco de erro aumenta e a confiabilidade dos números cai.

KPIs que mostram se o custo está certo ou só parece estar

Depois de estruturar o cálculo do custo total de importação, vem a parte que muitas empresas pulam: medir se esse custo faz sentido na prática. É aqui que os KPIs entram não como relatório bonito, mas como ferramenta de controle.

Acurácia de custo

A acurácia de custo é um dos indicadores mais importantes nesse contexto. Ela compara o custo estimado antes da importação com o custo real depois que todos os valores foram apropriados. 

Quando esse desvio é grande e recorrente, o problema não está no mercado, mas no processo. Sem esse acompanhamento, erros se repetem sem que ninguém perceba.

Margem por item e por importação

Outro indicador essencial é a margem por item e por importação, até porque olhar apenas o resultado geral costuma mascarar problemas sérios. Uma operação pode até fechar positiva no total, enquanto alguns produtos daquele lote são vendidos com margem mínima ou, em alguns casos, até negativa. 

Quando o ERP permite analisar a margem no nível do item, a empresa ganha clareza para ajustar preços, renegociar com fornecedores ou rever o mix importado.

Lead time real

O lead time real, por outro lado, costuma ser simplificado demais. Isso acontece porque ele não se resume ao prazo do fornecedor ou ao tempo de transporte, mas ao caminho completo até o produto estar, de fato, disponível para venda.

Esse indicador impacta diretamente o fluxo de caixa, o planejamento de estoque e a capacidade de atender o mercado no momento certo. Sem dados integrados, ele vira apenas uma estimativa otimista.

Esses KPIs só funcionam quando nascem de dados confiáveis. Até porque quando cada área trabalha com controles próprios, o indicador até existe, mas não orienta decisão nenhuma.

Checklist: o que exigir de um ERP integrado para importação

Depois de entender custos, processos e indicadores, a pergunta muda. Não é mais “vale a pena ter um ERP?”, mas “o que esse ERP precisa entregar para não virar só mais um sistema”. Entenda.

1 – Suporte completo

O primeiro ponto é o suporte completo à importação, incluindo DI e adições. O ERP precisa lidar com múltiplos itens, impostos e despesas dentro de uma mesma operação, sem tratar a importação como uma compra comum.

2 – Flexibilidade nos rateios

Outro requisito básico é a flexibilidade nos critérios de rateio, já que frete, seguro e outras despesas não podem ser distribuídos de forma genérica. O sistema precisa permitir rateios por valor, peso ou volume, conforme a natureza do custo, para que o cálculo do custo total de importação reflita a realidade da operação.

3 – Controle de estoque em trânsito

O controle de estoque em trânsito também não pode ficar de fora, até porque a mercadoria já gera impacto financeiro antes mesmo de chegar. Saber o que já foi comprado, quanto já custou e quando deve chegar evita distorções no financeiro e promessas comerciais que não se sustentam.

4 – Gestão de variação cambial

A gestão da variação cambial precisa ser clara e rastreável. Diferenças de câmbio fazem parte da importação e precisam aparecer no custo do produto, não desaparecer em ajustes soltos no fechamento do mês.

5 – Automação de custos

Outro ponto crítico é a apropriação automática de custos. Quanto menos lançamentos manuais fora do fluxo, menor o risco de erro e maior a confiabilidade dos números.

6 – Relatórios completos e atualizados

Por fim, o ERP precisa transformar tudo isso em informação de gestão. KPIs de custo, margem e prazo não podem depender de planilhas paralelas, justamente porque decisões estratégicas exigem dados atualizados e consistentes, gerados pelo próprio sistema.

Nota: os fluxos, exemplos e recomendações descritos neste artigo têm caráter orientativo e representam boas práticas usuais. Mas cada empresa tem processos, maturidade de gestão, mix de produtos, regras comerciais, restrições de mercado, integrações e requisitos fiscais próprios. Por isso, a implantação e a configuração de um ERP devem ser adaptadas à realidade do cliente.

Importar com previsibilidade muda o jogo

Importar não é, por si só, o problema. O problema é não saber exatamente quanto cada produto custou e por quê. Quando o cálculo do custo total de importação se apoia em dados fragmentados, o erro aparece no preço, e quando ele está errado, compromete toda a operação.

Um ERP integrado não elimina custos nem simplifica a realidade: ele traz visibilidade. E é essa visibilidade que permite evitar erros de preço na importadora, proteger margens e tomar decisões com menos improviso.

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